Gerenciamento de Capacidade das Redes de Telecomunicações

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O Cenário Atual

O número de consumidores e o volume de dados em trânsito no Brasil aumentaram mais de 300% nos últimos dez anos, segundo a Cisco (clique para saber mais).

A demanda por consumo é crescente e a expansão da rede precisa acompanhar essa evolução, evitando problemas de sobrecarga da rede.

As diversas mudanças pelas quais o setor de telecomunicações passou nas últimas décadas transformaram profundamente a sua estrutura.

Tais avanços levaram a alterações na organização das atividades produtivas e, portanto, nas formas de concorrência da indústria de telecomunicações.

A tecnologia está cada vez mais aprimorada, e conforme o tempo passa, irão ocorrer avanços na área de Telecomunicações (clique e veja artigo sobre o tema).

A alta concorrência, aliada à necessidade de fidelização de clientes e à oferta de serviços diferenciados tem pressionado provedores de redes a aumentarem a importância dos aspectos considerados no processo de desenvolvimento de novos serviços de rede, como por exemplo o gerenciamento de capacidade.

A Transformação das Operadoras: da Voz para os Dados

As empresas que prestam serviços de telecomunicações tiveram sua realidade modificada nas últimas décadas.

Elas deixaram de ser provedoras apenas de serviço de voz em redes fixas, e agora estão em um mercado bastante competitivo, oferecendo os serviços mais procurados pelos consumidores e buscando se adequarem às inovações tecnológicas que mudam o modelo de negócio.

A batalha das empresas do setor por novos clientes tem feito o custo da telefonia no Brasil ficar mais barato no ranking global – tanto em serviços de voz quanto em pacote de dados.

Atualmente o Brasil se encontra em 3º lugar do ranking global do valor da cesta da banda larga, como é mostrado na figura 1.

Figura 1 –  Valor da Cesta da Banda Larga Fixa em US$

A competição entre as empresas permitiu o desenvolvimento de novos serviços e redução dos custos para os usuários, e com estas ofertas, os consumidores estão se tornando cada vez mais exigentes buscando mais banda larga, melhor cobertura e menor preço.

A Evolução do Mercado de Telecom no Brasil

No Brasil, a indústria de telecomunicações acompanhou as mudanças ocorridas nas últimas décadas.

Estas mudanças estão relacionadas na figura 2, onde:

  • Fase 1 – O mercado de telecomunicações era um monopólio e as redes das operadoras eram apenas para voz.
  • Fase 2 – Ocorreram as privatizações e os investimentos em redes móveis e redes de dados.
  • Fase 3 – Integração das redes de IP.

Figura 2 – Evolução nos provedores de Serviço de Telecomunicações

As mudanças que ocorreram no setor de telecomunicações, as inovações tecnológicas que mudam o modelo de negócio e o elevado padrão dos consumidores tornou este mercado mais sofisticado, onde cada vez mais as operadoras precisam controlar o uso de recursos disponíveis nas suas redes e reduzir os custos com novas implementações.

Necessidade de Aproveitamento da Capacidade Ociosa

Os projetos de novas redes devido ao seu tempo de implementação, precisam comportar as necessidades atuais e futuras de encaminhamento de tráfego.

Com a implantação de novos projetos, a capacidade ociosa da rede deve ser utilizada totalmente, de forma a garantir o melhor retorno do investimento (ROI). Utilizar a otimização do gerenciamento da capacidade ociosa da rede como um investimento seguro, é um dos ingredientes essenciais para aumentar o seu retorno sobre investimento.

Uma forma de considerar o gerenciamento da capacidade é atendendo as recomendações da Biblioteca de Infraestrutura de Tecnologia da Informação (ITIL), que apesar de ter sido desenvolvida para serviços de TI, podemos utilizar alguns conceitos em redes de grandes operadoras.

Gerenciamento de Capacidade

A Biblioteca ITIL é um conjunto de publicações sobre melhores práticas para gerenciamento de serviços de TI.

Uma das práticas do ITIL que podem ser implementada nas organizações é o Gerenciamento de Capacidade.

O Gerenciamento de Capacidade enfatiza o planejamento e o alinhamento com a demanda, garantindo que os recursos disponíveis possam ser utilizados da forma mais eficiente possível.

O processo de Gerenciamento de Capacidade é dividido nos seguintes sub-processos:

Monitoração de Desempenho

O monitoramento de desempenho é a ferramenta para melhorar continuamente os processos, visando o foco no cliente e agregar valor ao produto.

Aumentar o valor agregado significa cliente satisfeito, produtos de qualidade e objetivos da qualidade atingidos, obtendo-se produtividade e lucratividade.

Monitoração da Carga de Trabalho/Demanda

É responsável pelo gerenciamento da carga de trabalho na infraestrutura com o objetivo de utilizar melhor a capacidade atual ao invés de aumentá-la.

O comportamento do usuário é influenciado para que se use uma carga de trabalho diferente, por exemplo, usar determinado recurso da TI em outro horário do dia para aliviar a falta de capacidade.

Dimensionamento da Aplicação

O dimensionamento da aplicação está relacionado à avaliação dos requisitos de capacidade das aplicações durante seu planejamento e desenvolvimento. Permite também um dimensionamento correto da infraestrutura, o que contribui para justificar investimentos.

Projeção de Recursos

A projeção de recursos tem por objetivo considerar todos os recursos necessários para entrega do serviço de TI e planos de requisitos a curto, médio e longo prazo, e gerenciar os recursos individuais da TI: Software, Hardware e pessoas.

Estabelecimento de Modelos

Através de simulação ou com auxílio de modelos matemáticos é possível a predição dos requisitos futuros da capacidade.

Compreende-se por capacidade as próprias redes das operadoras, por onde trafega e é prestado o serviço.

Em telecomunicações, o conceito de gerenciamento da capacidade é amplamente utilizado, principalmente pelas operadoras fixas e de longa distância, porém de forma inversa: cobra-se preços mais baixos em horário de baixa demanda a fim de aumentar o tráfego e diminuir a capacidade ociosa das redes (clique e acesso artigo sobre este tema).

A Gestão da Capacidade de Transmissão se Torna Fundamental

Com a livre concorrência, as empresas estão procurando saídas de rápida implementação e que possam ser facilmente adaptadas às suas redes de forma a se atingir maiores níveis de aceitação e qualidade.

Inovações das tecnologias e as melhores práticas aplicadas à gestão têm alterado a forma de ser fazer negócios no setor de telecomunicações e, também, aumentando o valor agregado dos serviços oferecidos.

Isso fomenta uma corrida na busca de novas receitas e redução de custos por parte das operadoras.

O mercado de telecomunicações é altamente competitivo , e devido a esta característica é necessário diminuir os riscos inerentes à processos de tomadas de decisão por falta de informações reais e atualizadas.

Por isso, é importante que as operadoras apliquem padrões e conceitos de mercados que melhorem a forma de gerir sua capacidade de transmissão para reduzir custos e otimizar seus processos.

Autor deste Artigo: Estudante de Engenharia Natália Oliveira, orientada pelo Engenheiro Marcelo Vasconcelos

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