Monitoramento: A Importância de Gerenciar Informações

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Durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, inúmeros setores da economia mundial foram muito afetados. Nesse período surgiu a necessidade de mais pessoas trabalharem em home office, houve um crescimento no uso de aplicativos de streaming e adoção do ensino remoto por grande parte das escolas. 

Consequentemente, foi percebido um aumento de tráfego na internet sem precedentes, devido a necessidade de manter o distanciamento social. Houve um crescimento de 40% a 50% no uso da internet no Brasil, de acordo com dados disponibilizados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Além desse impacto no setor de telecomunicações, diversas áreas foram atingidas, como serviços financeiros, saúde, varejo, entre outras. Assim sendo, projetos e estratégias das empresas que foram afetados, precisaram ser reformulados, inclusive para o pós-pandemia. Para isso, gerenciar as informações da organização pode ser a forma mais eficiente para alcançar maiores desempenhos com os novos planejamentos. 

Para acompanhar as mudanças, é importante que as empresas mantenham o monitoramento contínuo de seus dados e métricas, para que estejam solucionando problemas de forma eficiente e buscando sempre manter seus objetivos alinhados com a experiência dos usuários.

Figura 1 – Acompanhar os índices da organização é vital.

Para que as equipes das empresas realizem com eficiência a gestão das informações, é necessário ter as práticas e ferramentas corretas que permitam que os times realizem seus trabalhos o mais rápido possível e com menos recursos.

Nesse artigo, serão apresentados pontos explicando o que é o monitoramento, qual a importância de ter o controle dos índices da empresa, quais os desafios de monitorar e quais são as perspectivas para o futuro.


O Que é Monitoramento?

O monitoramento, ou gestão de informação, consiste no uso de ferramentas e softwares para coletar e analisar dados com o objetivo de gerir informações e aumentar o desempenho das empresas.

É possível monitorar diversos itens pertinentes ao ambiente de TI como dispositivos, redes, serviços, páginas web, links de comunicação, dados de crescimento do negócio e muito mais.

Conforme as empresas utilizam e dependem cada vez mais de aplicações e softwares para seus serviços, a performance dos sistemas tem se tornado ainda mais importante para manter o funcionamento das atividades das organizações.

Atualmente, quase todas as atividades rotineiras de uma empresa geram dados. Essas informações podem ser processadas para facilitar em tomadas de decisões, ajudando a aumentar lucros, reduzir despesas, aperfeiçoar o relacionamento com clientes, aprimorar estratégias de marketing e melhorar outros índices.

Figura 2 – Gerenciar informações é fundamental para a empresa.

Idealmente, o monitoramento de informações deve ser proativo com o intuito de garantir que possíveis anomalias sejam identificadas antes que aconteçam ou antes que se tornem problemas críticos, para que dessa forma, as atividades fundamentais continuem funcionando.


A Importância de Monitorar

O monitoramento contínuo é muito importante para que a integridade da empresa seja mantida. Isso se deve ao fato de que essa ação proporciona uma visão ampla de informações de diferentes camadas da organização.

Figura 3 – Monitoramento contínuo é crucial.

O avanço em gerir informações cria possibilidades para que as empresas sejam gerenciadas proativamente. Dessa maneira, é possível automatizar tarefas operacionais e focar a equipe em outras atividades, evitando desperdício de tempo e diminuindo custos, pois o trabalho para impedir que os problemas surjam é menor do que o trabalho para reparar um problema que pode ser crítico.

Além disso, uma boa gestão da informação pode evitar a perda de clientes, pois antes que as atividades críticas sofram com alguma interrupção e, consequentemente, os usuários sejam afetados, os componentes impactados poderão estar já em processo de manutenção.

Tem-se, então, que um dos propósitos importantes no monitoramento é garantir que os sistemas e serviços importantes para as atividades de uma empresa estejam em pleno funcionamento e que se mantenham conectados e operacionais.

Além dos pontos positivos mencionados, monitorar traz os seguintes benefícios:   

  • Mais eficiência na segurança de sistemas e equipamentos;
  • Apoio a tomadas de decisão para resolução de problemas ou gargalos;
  • Previsibilidade das necessidades dos processos internos;
  • Capacidade de resolução de problemas antes mesmo que o cliente perceba a sua existência;
  • Maior eficiência com picos de tráfego planejado ou não planejado, identificando-os previamente, permitindo que os gestores antecipem para garantir o bom funcionamento;
  • Capacidade de rápida expansão para outras situações.

Níveis de Maturidade do Monitoramento

O monitoramento possui diferentes etapas classificadas a partir do nível de maturidade de cada atividade. As empresas não são igualmente proficientes na coleta e análise de dados e na gestão das informações. Essa diferença na capacidade de monitoramento é separada em 5 categorias, chamadas de níveis de maturidade, que são:

  • Monitoramento de disponibilidade;
  • Monitoramento de serviço;
  • Diagnósticos;
  • Insights de negócios;
  • Gestão operacional de TI autônoma.

Figura 4 – Níveis de maturidade qualificam a capacidade das empresas de monitorar.

O monitoramento de disponibilidade consiste em prevenir situações adversas através da checagem do tempo de atividade dos aplicativos ou sites. Este nível é considerado o mais básico. 

O monitoramento de serviço consiste em verificar se a empresa está funcionando como deveria. Este segundo nível é um dos mais comuns entre as empresas.

O diagnóstico é quando o processo é capaz de dizer o que não está funcionando, ou seja, qual a raiz do problema. Juntamente com o segundo nível, este nível também é muito encontrado entre as empresas.

O insights de negócios se resume a capacidade de coletar dados sistematicamente sobre a experiência do cliente, para poder ter um conhecimento profundo sobre os compradores. Este quarto nível é visto em poucas empresas ao redor do mundo.

E por último, a gestão operacional de TI autônoma, como o nome diz é automatizar as atividades realizadas pelo TI, como provisionamento, custo, capacidade, desempenho entre outros. Este nível ainda é pouco encontrado entre as empresas.


Principais Desafios ao Monitorar

Considerando que quando uma organização cresce, suas atividades e processos evoluem também, um dos desafios mais comuns do monitoramento é o aumento na quantidade de componentes, aplicações ou serviços que devem ser gerenciados.

Além disso, acompanhar o ambiente de TI de uma organização é um desafio desde o princípio e monitorar cada um dos componentes individualmente torna-se em um desafio ainda maior.

A grande maioria das empresas estão realizando diagnósticos e monitoramento de serviços. Uma pequena parte das empresas no mundo, estão alcançando o nível de insights de negócios e nenhuma alcançou o nível de ter uma gestão operacional de TI autônoma, mas deve ser alcançado em alguns anos.

No entanto, conseguir monitorar se o ambiente está em pleno funcionamento não é mais suficiente. Considerando que as métricas disponibilizadas pelas ferramentas de monitoramento não são do interesse do consumidor final das empresas e que os clientes importam-se com a experiência do usuário, saber condições de monitoramento são o mínimo e não mais o objetivo.

Outra dificuldade que as empresas enfrentam, é que muitas utilizam para esta função diversas ferramentas caras e que possuem finalidades similares. Muitas vezes, são operadas por times diferentes dentro da mesma organização, o que costuma atrapalhar a comunicação interna.

Escrevendo de forma simples, o desafio neste caso é diminuir, ou unificar, a quantidade de ferramentas utilizadas para monitorar. Uma forma de reduzir custos com ferramentas caras, é utilizar softwares open source, que são ferramentas a nível profissional que não cobram para serem utilizadas. Dessa forma, haverá redução dos custos da empresa e mais facilidade na comunicação entre as equipes.

Além dos mencionados acima, o monitoramento apresenta os seguintes desafios :

  • Muitos times de TI estão fora de sincronia com os objetivos da empresa;
  • Habilidades limitadas para abordar a automação como uma forma de melhorar a agilidade;
  • O uso de tecnologias IA (Inteligência Artificial) e ML (Machine Learning) são imaturos;
  • Lacunas de visibilidade de migração de containers e migração para a nuvem.

O Futuro do Monitoramento

Em suma podemos dizer que, atualmente, o objetivo principal do gerenciamento de informação é medir a disponibilidade e performance de aplicações, sejam físicas ou virtuais, sistemas, hardware, serviços, entre outros componentes vitais para o funcionamento de uma empresa.

Os objetivos do monitoramento estão mudando para o que interessa para as empresas, que são vendas de produtos, ou serviços, e para a experiência do cliente. Dessa maneira, o monitoramento está mudando, porque o meio em que está inserido está mudando.

Figura 5 – Empresas que observarem a movimentação para o futuro estarão melhor preparadas para o mercado.

Nesse sentido, de acordo com a Gartner, uma empresa relevante que possui destaque trabalhando com pesquisas, consultorias e eventos do mercado de TI, o futuro do monitoramento será unificado, holístico, ágil, inteligente e, mais importante, será focado nos negócios.

A Gartner conjectura que até 2023, esforços para gestão de informação que não estiverem alinhados com a experiência do usuário terão, aproximadamente, 50% de risco de terem uma diminuição no orçamento.

O objetivo é fazer com que o monitoramento se antecipe as necessidades, e para isso, ter uma ferramenta que apoie todas as etapas do processo pode fazer uma grande diferença, mas esse assunto fica para um próximo artigo.


Este artigo não tem como objetivo esgotar a exposição deste tema, nem tampouco de avançar em todos os seus detalhes. Seu objetivo é trazer uma abordagem introdutória, que posteriormente ser complementados por novos artigos com maior aprofundamento.


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Autor deste Artigo: Estudante de Engenharia Lucas Oliveira, orientado pela Engenheira Larissa Perestrêlo.

Revisão: Paulo Florêncio, Diretor Comercial da Target Solutions

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