Monitoramento: redes, aplicações, serviços e mais

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Atualmente, o mundo encontra-se na chamada “Era da informação”, conhecida desse modo devido à ascensão digital que valoriza a tecnologia e aumenta a disponibilidade de dados. Neste cenário, a gestão por meio da informação não é mais tendência, e sim uma necessidade. 

A introdução de novas tecnologias, tornam os ambientes de TI mais complexos com equipamentos de alta capacidade, infraestrutura virtualizada e grande diversidade de elementos envolvidos para a experiência completa oferecida ao usuário final.

As ferramentas de gerenciamento de informações precisaram evoluir para acompanhar tudo o que está envolvido com este ecossistema e serem capazes de monitorar recursos de qualquer tipo.

Para saber mais sobre gerenciamento de informações, leia esse artigo do nosso blog: Monitoramento: a importância de gerenciar informações.

Nesse artigo, falaremos sobre os diferentes tipos de monitoramento classificados de acordo com o que está sendo monitorado como redes, servidores, nuvem, aplicações, máquinas virtuais e serviços, introduzindo como funcionam, principal uso e alguns KPIs ou indicadores de desempenho, que são acompanhados para melhorar a performance do negócio.


O que deve ser monitorado

O gerenciamento de informações pode ser executado de maneiras diferentes e em diversas camadas do ambiente de tecnologia. Por isso, é fundamental saber o que deve ou não ser monitorado, avaliando quais são as soluções críticas para o negócio como um todo, tornando o trabalho de monitoramento cada vez mais eficaz. 

Atualmente, utilizando a ferramenta correta, é possível coletar métricas a partir de qualquer fonte de dados, como dispositivos de rede, serviços em nuvem, máquinas virtuais, aplicações, bases de dados, sensores IoT ou páginas da web.

É importante notar que além de coletar dados dos diferentes componentes de um ambiente, é essencial correlacionar estes dados para obter uma correta visão dos impactos através de indicadores definidos para traduzir a qualidade ou atingimento de metas.

Esses indicadores são chamados KPIs ou Key Performance Indicators, que traduzindo para o português significa indicadores chave de desempenho e são métricas com o intuito de medir se as ações da organização estão sendo efetivas para atingir os objetivos propostos.


Monitoramento de rede

Uma rede de computadores, ou rede de dados, pode ser definida como uma estrutura de equipamentos ou conjunto de computadores interligados e que trocam informações e compartilham recursos entre si em uma infraestrutura de TI. Essas trocas de dados, que costumam ser de grande importância, precisam ser monitoradas para manter a eficiência e a qualidade.

Figura 1 – Troca de informações em uma rede de computadores precisa ser monitorada

Para isso, há o monitoramento de rede, que é o processo de monitorar constantemente uma rede de computadores em busca de problemas como congestionamento de tráfego ou falha em algum componente. 

Os dados podem ser coletados de desktops, impressoras, roteadores, switches, servidores e outros dispositivos que estejam envolvidos na composição de uma rede. E essas informações alimentam indicadores como disponibilidade, utilização e desempenho da rede. 

Falhas na rede geram um impacto na performance das organizações e causam problemas de disponibilidade. Dessa maneira, o monitoramento de redes pode otimizar a experiência do usuário e prevenir perda de receita, através da diminuição no tempo que a rede está fora do ar e na maior facilidade em consertar possíveis defeitos.

Além dos benefícios mencionados, essa técnica proporciona maior confiabilidade do sistema, um maior entendimento de como a infraestrutura de rede funciona e mais facilidade em identificar erros.


Monitoramento de servidor

Um servidor é um computador ou sistema que fornece recursos, dados, serviços ou programas para outros computadores, chamados de clientes, através de uma rede. Em teoria, se um computador compartilha recursos com uma máquina cliente, pode ser considerado um servidor. Há inúmeros tipos de servidores, como servidor web, correios eletrônicos (e-mail, por exemplo) e servidores virtuais.

Figura 2 – Servidores devem ser monitorados para manter a integridade da empresa.

Sendo os servidores uma das partes vitais de uma infraestrutura de TI, fica evidente que gerenciar sua performance e tempo de atividade é importante para manter a integridade do ambiente de TI.

O monitoramento de servidores permite a visibilidade da atividade dentro dos servidores que armazenam e processam informações que são fornecidas para outros dispositivos, aplicativos ou usuários sob demanda.

Esse método é projetado para observar o sistema e coletar várias métricas operacionais, como uso da CPU, consumo de memória e atividade do processador, que são chaves para o gerenciamento da infraestrutura de TI. 

Em geral, um monitor de servidor, testa se o programa está ativo e acessível e observa se o tempo de resposta é suficiente para satisfazer os clientes, enquanto estão alertas para possíveis arquivos corrompidos, violação de seguranças e outros erros.

Esse tipo de gerenciamento é principalmente utilizado para processar dados em tempo real, porém possui muita utilidade em avaliar dados históricos. Dessa maneira, é possível que um analista possa determinar se há uma degradação ao longo do tempo e até prever quando ocorrerá uma falha completa.


Monitoramento de nuvem

 A computação em nuvem consiste na disponibilização de recursos sob demanda através da internet, ou seja, ao invés de possuir diferentes equipamentos e mantê-los funcionando, as empresas podem acessar serviços de tecnologia, como capacidade computacional, armazenamento e bancos de dados, conforme necessidade, usando um provedor de nuvem.

A nuvem disponibiliza muitas funcionalidades e é importante garantir que tudo funcione perfeitamente em conjunto para otimizar o desempenho. Sendo assim, o monitoramento de nuvem é um método para revisar, observar e gerenciar o trabalho operacional em nuvem. 

Figura 3 – A nuvem é vital para o futuro e suas informações devem ser gerenciadas

Devido a quantidade de funcionalidades, o monitoramento em nuvem possui subtipos para se adequar ao tipo de resultado que o usuário deseja alcançar. Alguns desses subtipos são: monitoramento de armazenamento em nuvem, monitoramento de site e monitoramento de redes virtuais.

Considerando que a nuvem funciona como uma infraestrutura de TI física, porém com maior escalabilidade e outros recursos, os principais indicadores são similares aos indicadores dos monitoramentos de rede e servidor.


Monitoramento de aplicações

Aplicação é o nome dado a todo software que realiza uma função específica para o usuário ou para outra aplicação. Quando há uma queda no aplicativo ou quando ele está funcionando mais lentamente, seus usuários costumam ficar insatisfeitos. 

Dessa forma, a empresa pode perceber uma redução considerável em suas receitas e uma perda no poder de sua marca. Além disso, se o aplicativo que falhar for de uso interno da organização, haverá uma diminuição na produtividade de seus colaboradores.

Figura 4 – Monitorar aplicações é crucial para garantir o funcionamento

Para mitigar os efeitos mencionados acima, há o monitoramento de aplicações, que também é conhecido como monitoramento de performance de aplicações. Essa técnica é um processo que garante que um software processe e performe de maneira e escopo esperados.

Essa técnica rotineiramente identifica, mede e avalia a performance de uma aplicação e fornece os meios para isolar e consertar qualquer anormalidades ou  deficiências no software.  As informações coletadas são, geralmente, utilizadas para nutrir os indicadores de satisfação do usuário, taxa de erro do aplicativo, tempo médio de resposta e disponibilidade.

Monitoramento de máquinas virtuais

Uma máquina virtual  não é diferente de qualquer outro computador físico, como um laptop, smartphone ou servidor, pois possui CPU, memória, discos para armazenar seus arquivos e pode se conectar à internet, se necessário. Enquanto as partes que compõem um computador são físicas e tangíveis, as máquinas virtuais geralmente são consideradas computadores definidos por software em servidores físicos, existindo apenas como código.

Figura 5 – Máquinas virtuais emulam as máquinas tangíveis e precisam ser monitoradas igual a sua comparte física

Para que a computação virtual seja eficaz, as máquinas virtuais também precisam funcionar com a mesma confiabilidade e velocidade que suas contrapartes físicas. Para isso, há o monitoramento de máquinas virtuais que se refere ao processo de monitorar instâncias virtualizadas em sua rede.

O gerenciamento de máquinas virtuais é feito para rastrear a integridade e o desempenho de suas máquinas virtuais e hosts físicos. Sendo assim, o uso de ferramentas é essencial para garantir que os sistemas funcionem com eficiência máxima e que sua infraestrutura de rede possa suportar adequadamente as operações de sua empresa.

Dessa maneira, as ferramentas para monitorar máquinas virtuais oferecem aos administradores uma maneira simplificada de manter o controle da integridade de seus ambientes virtuais.


Monitoramento de serviços

O monitoramento de serviços analisa itens específicos em infraestrutura, aplicações, sistemas e bases de dados, coletando informações para gerar KPIs.

Essa maneira de gerenciar informações é a ligação entre tecnologia e negócios, pois esse método coleta informações, nutre e alinha indicadores de performance do negócio e indicadores relacionados ao usuário final. 

Com essa técnica é possível monitorar fluxo de caixa, avaliar desempenho dos departamentos da organização, nível de contentamento do cliente com os seus produtos, custo de aquisição do cliente, entre outras métricas.

Figura 6 – Satisfação do cliente é um KPI crucial a ser monitorado

Essa forma de gerenciar as informações ajuda a visualizar quais indicadores precisam ser melhorados, além de diminuir o tempo gasto para preparar relatórios com informações departamentais. 


Melhores práticas para implementar uma solução de monitoramento

Um dos passos mais importantes para implementar com sucesso uma solução para gerenciar as informações é o planejamento. É necessário planejar o ambiente da organização, identificando o que precisa ser monitorado e qual o tipo de informação que deseja ser coletada.

Em outras palavras, para ser feita a escolha da solução de monitoramento é preciso saber o que a organização quer melhorar para identificar o que será gerenciado e só então escolher o tipo de monitoramento mais adequado. Após esta etapa, é necessário selecionar uma ferramenta que suporte a coleta de dados do item a ser monitorado, seja aplicação, rede de computadores, servidores, etc. 

Também é de grande importância que a implementação seja realizada com suporte de profissionais qualificados, com experiência em ambientes heterogêneos de hardware e software, tanto para implementar corretamente a ferramenta, quanto para correlacionar os elementos monitorados às necessidades e prioridades de negócio.

Em síntese, foi mostrado no artigo que cada tipo de monitoramento é direcionado para uma carência específica e que para escolher a melhor solução para a sua organização esses entendimentos e planejamento são fundamentais.


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Autor deste Artigo: Estudante de Engenharia Lucas Oliveira, orientado pela Engenheira Larissa Perestrêlo.

Revisão: Paulo Florêncio, Diretor Comercial da Target Solutions

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